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A Terapia Ocupacional: Essencial no Envelhecimento

Envelhecimento e saúdeGerontologia

Introdução: O que é a Terapia Ocupacional?

Embora a Terapia Ocupacional desempenhe um papel essencial no apoio ao envelhecimento, pouco se tem falado sobre o/a Terapeuta Ocupacional. Trata-se de uma profissão centenária, cuja estruturação remonta a 1906, em Chicago. Já em 1910 foi definida como a “ciência da cura pela ocupação”[1].

Em Portugal, o primeiro curso foi fundado em 1957, pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Em 1960 foi criada a Associação Portuguesa de Terapêutica Ocupacional – A.P.T.O., hoje designada por Associação Portuguesa de Terapeutas Ocupacionais – APTO.

Formação em Terapia Ocupacional

A primeira formação em «Terapêutica Ocupacional» foi na Escola de Reabilitação de Alcoitão, hoje Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSA).

Atualmente, existem cinco escolas superiores onde se obtém a Licenciatura em Terapia Ocupacional. Entre elas destacam-se a Escola Superior de Saúde do Alcoitão (ESSA), bem como as unidades do Politécnico de Beja, Leiria, Porto, e a Escola Superior Saúde de Santa Maria (ESSSM).

Regulamentação da profissão

Através do Dec.-Lei nº 261/93 de 24 de julho, a profissão foi regulamentada com competências específicas:

Avaliação, tratamento e habilitação de indivíduos com disfunção física, mental, de desenvolvimento, social ou outras, utilizando técnicas terapêuticas integradas em atividades selecionadas consoante o objetivo pretendido e enquadradas na relação terapeuta/utente; prevenção da incapacidade, através de estratégias adequadas com vista a proporcionar ao indivíduo o máximo de desempenho e autonomia nas suas funções pessoais, sociais e profissionais, e, se necessário, o estudo e desenvolvimento das respetivas ajudas técnicas, em ordem a contribuir para uma melhoria da qualidade de vida

Consequentemente, o Terapeuta Ocupacional avalia e intervém com a pessoa, nas suas ocupações e ambientes, promovendo a autonomia, restaurando funções e compensando perdas funcionais [2].

Locais de atuação do Terapeuta Ocupacional

Esta profissão pode ser exercida em diversos contextos. Além das clínicas, ERPIS e hospitais, também pode estar presente em escolas, empresas e estabelecimentos prisionais.

https://www.ap-to.pt/wp-content/uploads/2023/09/Perfil-do-Terapeuta-Ocupacional.pdf

Envelhecimento e representatividade profissional

Em janeiro de 2023 estavam registados em Portugal 2607 Terapeutas Ocupacionais e, de acordo com o Relatório do Inquérito Nacional implementado pela APTO em 2021[3], este número era de 1836 profissionais em 2020, dos quais 966 (53%) responderam ao inquérito.

Apesar da crescente necessidade, apenas 34,6% destes profissionais trabalha com «idosos» como público principal, sendo os grupos-alvo privilegiados as crianças (50,1%) e os adultos (55,4%). No segundo emprego, domina o trabalho com crianças (69%) e apenas 24,4% trabalha com as pessoas mais velhas.

Ainda de acordo com o mesmo Relatório, trabalhavam em ERPI-Estrutura Residencial para Pessoas Idosas apenas 102 Terapeutas Ocupacionais (10,6%), um número que consideramos manifestamente insuficiente.

O papel do Terapeuta Ocupacional na intervenção

De acordo com a APTO[4], o apoio que pode ser prestado por um Terapeuta Ocupacional é diversificado, destacando-se:

  • Promoção da autonomia nas atividades da vida diária (alimentação, vestir/despir, higiene pessoal, entre outras);
  • Estimulação cognitiva (memória, atenção, concentração, capacidade de resolução de problemas, entre outras);
  • Promoção das competências motoras (força muscular, amplitude de movimento, coordenação global, equilíbrio, motricidade fina, destreza manual, entre outras);
  • Promoção das competências psicossociais;
  • Adaptação do ambiente (identificação das barreiras arquitetónicas em sua casa);
  • Aconselhamento, conceção e treino de produtos de apoio;
  • Estimulação sensorial.

Três conceitos fundamentais: Ocupação, Pessoa e Ambiente

Antes de mais, estou a afunilar a profissão[5] porque considero que é crucial compreender que o Terapeuta Ocupacional tem de desempenhar um papel fundamental na Terapia Ocupacional Geriátrica/ Gerontológica, estando o seu trabalho focado em três conceitos chave: ocupação, pessoa e ambiente.

Estes conceitos são o cerne da Terapia Ocupacional. Primeiramente, a ocupação envolve todas as atividades que conferem significado à vida. A seguir, a pessoa é vista como sujeito ativo na intervenção. Por fim, o ambiente físico e social é adaptado para maximizar a funcionalidade.

Ocupação

O que é a ocupação na Terapia Ocupacional?

A ocupação é “tudo aquilo que a pessoa realiza com o intuito de cuidar de si própria (autocuidados), desfrutar da vida (lazer) ou contribuir para o desenvolvimento da sua comunidade (produtividade)[6], estando-se, por isso, perante um conceito que agrupa atividades com significado comunitário, pessoal e sociocultural.

Categorias de ocupações

De forma prática, a ocupação inclui todas as atividades com as quais as pessoas se ocupam no seu quotidiano. Entre elas, destacam-se:

  • Atividades Básicas da Vida Diária (ABVD) – alimentação, atividade sexual, higiene e cuidado pessoal, higiene sanitária, mobilidade funcional, despir, calçar, vestir;
  • Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) – cozinhar, cuidar de animais de estimação, gestão da informação, gestão financeira, gestão e manutenção da saúde, ir às compras, limpar, mobilidade na comunidade.

A ocupação como ferramenta terapêutica

Adicionalmente, outras áreas ocupacionais relevantes incluem o brincar/ jogar, o descanso, o sono, a educação (formal e informal), o lazer, o trabalho e a participação social – quer na comunidade, quer junto da família e amigos.

Por isso, para além de promover a inclusão e a participação, a ocupação tem também um papel fundamental como estimuladora de bem-estar psicológico e/ou espiritual, influenciando igualmente a saúde, ao contribuir para manter, melhorar e recuperar as estruturas corporais e as funções psicológicas, uma interação que para além de dar sentido e significado à existência, é igualmente fundamental ao nível da manutenção de determinadas capacidades, atitudes e destrezas.

Pessoa

A pessoa no centro da Terapia Ocupacional

A pessoa é o centro da Terapia Ocupacional que a tenta compreender na sua complexidade de aspetos afetivos, cognitivos, culturais, emocionais, espirituais e físicos.

O facto de o desempenho ocupacional ser um mecanismo de adaptação através do qual a pessoa satisfaz as suas necessidades, das mais básicas às mais complexas, integrando-se e participando da vida em sociedade, optando por umas atividades e rejeitando outras, obriga-nos a trazer à colação a necessidade de entender a pessoa como um “sujeito ativo na intervenção”, não só à prática proposta, mas também ao planeamento da intervenção.

Embora sejamos «seres ocupacionais»[7] (Folha, 2018, p. 53), há diferentes entendimentos da «ocupação» enquanto instrumento privilegiado da Terapia Ocupacional, com diferentes níveis de protagonismo dos sujeitos na validação das atividades em que são envolvidos.

A colaboração como elemento fundamental

Sem pretendermos alterar o foco deste artigo, consideramos muito importante a valorização da colaboração nos processos e procedimentos, até porque qualquer profissional que trabalha com e para as pessoas, mais e menos velhas, tem de saber que é na colaboração com os destinatários e destinatárias que estão os maiores benefícios, também na cooperação: é assim no ensino, nos programas municipais de vida ativa, nas ERPI ou nos Centros de Dia.

Dá trabalho o planeamento e trabalho colaborativo? Sempre deu e apesar de existirem alguns militantes, ainda estamos muito pouco habituados e habilitados para o desenvolver, até porque é aparentemente mais fácil a visão de «top down»!

Ambiente

A influência do ambiente na intervenção

O ambiente em Terapia Ocupacional poderá ser considerado um território de interação entre pessoas (sujeito, cuidador, familiar, terapeuta ocupacional), propenso a adequações/ modificações sempre que for necessário otimizar o sucesso na realização de atividades, de forma a “maximizar a função do cliente/ paciente”.

Refere-se ao ambiente físico, natural (p. ex. terreno, plantas) e construído (p. ex. edifícios, mobiliário, objetos) à volta dos quais ocorrem as ocupações da vida diária, bem como ao ambiente social, entendido como a “… presença de relacionamentos com, e as expectativas das pessoas, grupos e populações com as quais os clientes têm contato (por exemplo, a disponibilidade e as expectativas de pessoas importantes, como cônjuge, amigos e cuidadores)” – AOTA, 2015, p.12 [8].

Os ambientes físicos abrangem, para além do espaço de envolvimento na ocupação e execução de atividades, as acessibilidades, barreiras arquitetónicas (largura de portas) e pontos facilitadores de quedas, em ambiente domiciliário ou extra-domiciliário, devendo estar sempre adequados à participação ocupacional do sujeito, de forma a contribuir para a sua (re)inserção social ou compensar a sua incapacidade.

Adaptações funcionais e culturais

Há diferentes adequações possíveis no ambiente domiciliário da pessoa a apoiar, que deverá ser privilegiado para assegurar um processo de envelhecimento com identidade, qualidade de vida e segurança, mas no qual as intervenções deverão ser parcimoniosas de forma a não lhe retirarem referências e gerarem na pessoa mais velha agitação, confusão ou tristeza.

O ambiente como território de recuperação

No caso de pessoas com demência poder-se-á, por exemplo, etiquetar “as gavetas da cozinha … para ajudar na localização dos utensílios (ambiente físico) ou os familiares podem dar dicas ao idoso … e otimizar a localização dos objetos (ambiente social)” – Radomski & Davis, 2013[9], citados por Bernardo & Raymundo, 2018[10].

Metodologia de trabalho da Terapia Ocupacional

A metodologia baseia-se numa sequência clara: entrevista, avaliação, definição de objetivos, aplicação de técnicas e monitorização. Em cada fase, os conceitos de ocupação, pessoa e ambiente estão interligados e sustentam a abordagem terapêutica (Cf. Quadro abaixo).

Metodologia de Trabalho da Terapia Ocupacional

Fonte: Adaptado do Portal do Envelhecimento. http://www.portaldoenvelhecimento.com/acervo/artieop/Geral/artigo181.htm. Elaboração própria.

Perspetiva biopsicossocial e holística da intervenção

A Terapia Ocupacional requer uma abordagem holística que considera simultaneamente os três pilares apresentados. Como resultado, promove atividades significativas num ambiente seguro e estimulante, alinhado com a definição da OMS – Organização Mundial de Saúde:

Terapia Ocupacional é a ciência que estuda a atividade humana e a utiliza como recurso terapêutico para prevenir e tratar dificuldades físicas e/ou psicossociais que interfiram no desenvolvimento e na independência do cliente em relação às atividades de vida diária, trabalho e lazer. É a arte e a ciência de orientar a participação do indivíduo em atividades selecionadas para restaurar, fortalecer e desenvolver a capacidade, facilitar a aprendizagem daquelas habilidades e funções essenciais para a adaptação e produtividade, diminuir ou corrigir patologias e promover e manter a saúde[11].

A dimensão «pessoa» é, obviamente, o centro da Terapia Ocupacional, que tem por função primeira restabelecer as perdas físicas, mentais e sociais responsáveis pelo desajuste de algumas pessoas mais velhas, utilizando a sua dimensão facilitadora para melhorar competências perdidas, promovendo novas capacitações suportadas nas capacidades remanescentes.

A visão dicotómica da «ocupação», «como meio», com o principal foco no “uso terapêutico da atividade” [12], o mais praticado e, «como fim», com foco no “engajamento em ocupações”[13], de prática mais recente, evidencia a sua grande importância nas práticas da Terapia Ocupacional, promotoras de diversas intervenções centradas na pessoa: estímulos ao autoconhecimento e ao autocuidado; promoção da autoestima e da participação social.

Aprender a ser uma pessoa com outras competências, compensadoras das perdidas e que em alguns casos marcaram a vida ativa, poderá ser inevitável com o aumento da idade, mas poderá não ser fácil de aceitar, até porque desde cedo as ocupações dão sentido ao nosso dia-a-dia, à nossa vida e aos diferentes papéis sociais que vamos assumindo ao longo dos anos. Todavia, o grande desafio, é compreender que há alternativas e trabalhar o melhor possível com elas.

Por isso, é natural que «ter de fazer», «ter ocupação», «manter a cabeça ocupada», seja um suporte fundamental da qualidade de vida, porque reconhecemos a «nossa utilidade» e porque «nos reconhecem», porque nos sentimos úteis e independentes, uma relação que adquire uma particular relevância quando se quebra o elo da atividade por via do desemprego, da aposentação ou de limitações funcionais.

Quanto ao «ambiente» este é, afinal, o território da «recuperação», onde tudo se passa, onde se interage e onde se reaprende, sempre que necessário, sendo o terapeuta ocupacional o facilitador e integrador de todos os processos em curso.

Envelhecimento e Papéis Sociais: Teorias-chave ►

Domínio e Processo na prática profissional

Conforme os referenciais teóricos, a prática da Terapia Ocupacional está dividida em duas áreas: Domínio (competências e áreas de atuação) e Processo (atitudes na intervenção). A estrutura contempla áreas como fatores pessoais, padrões de desempenho e contextos.

No domínio há seis aspetos a referenciar, respetivamente: i) áreas de ocupação; ii) fatores inerentes ao cliente; iii) requisitos da atividade; iv) competências de desempenho; v) padrões de desempenho; vi) contexto e ambiente.

Tendo em conta que já abordámos diferentes aspetos relacionados com ocupações, atividades e ambiente, iremos apenas debruçar-nos sobre outros três que consideramos de grande relevância, até por estarem muito centrados na «pessoa»:

  1. Fatores inerentes ao cliente

Capacidades e características específicas, tais como valores (princípios, normas, qualidades), crenças (conteúdos cognitivos tidos como verdadeiros, mas que em alguns casos não passam de fantasias criadas) e espiritualidade (“conexão com o momento, consigo mesmo, com outros, com a natureza e com o que é significante ou sagrado”)[14], com influência na motivação do sujeito para se envolver em ocupações e dar um sentido à vida, bem como nas suas competências de desempenho de ocupações.

Os fatores são influenciados por situações mais particulares (enfermidade, doença, privação, incapacidade e experiência de vida) e mais globais (competências de desempenho, padrões de desempenho, contextos e ambientes, desempenho e participação em atividades e ocupações).

As funções corporais e as estruturas corporais são igualmente relevantes por estarem interligadas e envolverem aspetos fisiológicos, psicológicos e anatómicos:

  • Nas funções corporais incluem-se, entre outras, a função sensorial, a músculo-esquelética, a mental (afetiva, cognitiva, percetiva), cardiovascular, respiratória e funções endócrinas.
  • Nas estruturas corporais destacam-se as partes anatómicas como órgãos, membros e suas componentes, por exemplo o coração e o sistema de vasos sanguíneos que mantêm a função cardiovascular.

A presença, a ausência ou a limitação nas funções e estruturas corporais influenciam a pessoa nas suas ocupações da vida diária, apesar do ambiente (físico e social) poder ser um facilitador de desempenho.

b. Competências de desempenho

Competências demonstradas pela pessoa e dirigidas a ações observáveis, fundamentais para uma participação ocupacional bem-sucedida, tais como: motoras e de praxis, sensório percetivas, de regulação emocional, cognitivas, sociais e de comunicação.

c. Padrões de desempenho

São os hábitos, rotinas, rituais e papéis utilizados pelo sujeito para se envolver nas ocupações/ atividades e que podem facilitar ou dificultar o desempenho ocupacional. São influenciados por todos os outros aspetos da Terapia Ocupacional. No Quadro abaixo esboçam-se as relações inerentes aos padrões de desempenho.

Modelos teóricos: COPM e MOHO

Há múltiplas perspetivas sobre as competências utilizadas no desempenho, bem como diferentes teorias e modelos, pelo que optamos por destacar:

  • Medida Canadiana de Desempenho Ocupacional (COPM)

O Modelo Canadiano ou Medida Canadiana de Desempenho Ocupacional (Canadian Occupational Performance Measure – COPM), ao ter uma abordagem mais centrada na pessoa e na sua participação é uma boa prática.

Efetivamente, permite aos sujeitos também decidirem sobre o que gostariam de fazer para se adaptarem/ ultrapassarem os diferentes fatores limitadores com que se confrontam (p. ex. comprometimentos motor, cognitivo e sensorial; barreiras impostas pelos ambientes físico e social; dificuldades em escolher e encontrar significado nas ocupações; manter o envolvimento positivo em papéis e rotinas de vida, …) podendo, por isso, selecionar 5 atividades em que mais se gostariam de envolver, atribuindo-lhes um grau de importância entre 1 e 10 (Amaral, 2018, p. 28).

  • Modelo da Ocupação Humana (MOHO)

O Modelo da Ocupação Humana de Gary Kielhofner[15], um dos mais duradouros focado na ocupação e centrado na pessoa, defende que os seres humanos apresentam no seu comportamento três componentes inter-relacionados: a volição, a habituação e a capacidade de desempenho.

A volição refere-se à motivação para a ocupação, ao ato pelo qual a vontade adquire determinação; a habituação consiste no processo em que a ocupação é organizada em padrões ou rotinas; a capacidade de desempenho está relacionada com as capacidades físicas e mentais que o fundamentam. Este modelo chama igualmente à colação a necessidade de que, para se entender a ocupação humana, é necessário que se entenda também os ambientes físicos e sociais, onde ela ocorre.

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Nota final e convite à revisão profissional

Antes de publicar, tentei encontrar um/a Terapeuta Ocupacional que pudesse rever este artigo. Mesmo não tendo conseguido, mantenho o objetivo de valorizar este grupo profissional essencial ao envelhecimento digno. Se detetar imprecisões, agradeço desde já a colaboração.

Num próximo artigo irei valorizar os/as Gerontólogos/as, igualmente imprescindíveis no apoio ao processo de envelhecimento e ainda muito pouco utilizados em Portugal!


[1] https://www.ap-to.pt/terapia-ocupacional/

[2] https://www.ap-to.pt/wp-content/uploads/2023/09/Perfil-do-Terapeuta-Ocupacional.pdf

[3] JESUS, Cátia; ROLDÃO, Elisabete; PINTO, Joana Cristina; GAIO, Vanessa (2023). Terapeutas Ocupacionais em Portugal. Relatório do Inquérito Nacional implementado pela Associação Portuguesa de Terapeutas Ocupacionais. Associação Portuguesa de Terapeutas Ocupacionais. https://www.ap-to.pt/wp-content/uploads/2023/11/Caracterizacao-dos-Terapeutas-Ocupacionais-em-Portugal_20231.pdf

[4] https://www.ap-to.pt/terapia-ocupacional/#:~:text=Promove%20a%20capacidade%20de%20indiv%C3%ADduos%2C%20grupos%2C%20organiza%C3%A7%C3%B5es,forma%20satisfat%C3%B3ria%2C%20ocupa%C3%A7%C3%B5es%20que%20estes%20considerem%20significativas

[5] Para além dos conhecimentos e competências adquiridos na Licenciatura, pode fazer formação avançada para prestar cuidados diversificados: cuidados continuados integrados, cuidados de saúde hospitalar, cuidados de saúde primários, cuidados intensivos, cuidados paliativos, integração sensorial, terapia em meio aquáticos, pediatria, saúde mental, envelhecimento, neurologia, reabilitação do membro superior, oncologia, psiquiatria, educação, pedopsiquiatria, intervenção comunitária, produtos de apoio, terapia assistida por animais. https://www.ap-to.pt/areas-de-intervencao/

[6] https://www.ap-to.pt/terapia-ocupacional/

[7] FOLHA, Octávio Augusto A. Costa (2018). «Introdução à Ciência Ocupacional». In RODRIGUES, António Conrado (Coord.). (2018). A Interface da Terapia Ocupacional no Contexto Multiprofissional da Educação, Saúde, Previdência e Assistência Social. São Paulo: Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Terceira Região – Crefito3. https://fmabc.br/admin/storage/base64-files/1730480984_Interface_Terapia_Ocupacional_Contexto_Multiprofissional.pdf

[8] American Occupational Therapy Association – AOTA (2014). «Occupational therapy practice framework: Domain and process» (3rd ed.). American Journal of Occupational Therapy, 68(Suppl.1), S1–S48. http://dx.doi.org/10.5014/ajot.2014.682006. Traduzido para o português como «Estrutura da prática da Terapia Ocupacional: domínio & processo», por Alessandra Cavalcanti (UFTM), Fabiana Caetano Martins Silva e Dutra (UFTM) e Valéria Meirelles Carril Elui (FMRP-USP); Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo. 2015; 26(ed. especial). www.revistas.usp.br/rto/article/view/97496/96423

[9] Radomski, Mary V.; DaviD, Elin. S. «Otimização das capacidades cognitivas». In: Radomski, M. V.; Latham, Catherine A. T. Terapia Ocupacional para disfunções físicas. São Paulo: Santos, 2013. p. 749- 773.

[10] BERNARDO, Lilian. D.; RAYMUNDO, Taiuani M. (2018). «Ambiente físico e social no processo de intervenção terapêutico ocupacional para idosos com Doença de Alzheimer e seus cuidadores: uma revisão sistemática da literatura». Cad. Bras. Ter. Ocup., São Carlos, v. 26, n. 2, p. 463-477, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoAO1064

[11] EDU Portugal. https://eduportugal.eu/opcoes-de-estudo/terapia-ocupacional-2/#:~:text=Segundo%20a%20OMS%2C%20a%20Terapia%20Ocupacional%20%C3%A9,atividades%20de%20vida%20di%C3%A1ria%2C%20trabalho%20e%20lazer.

[12] Amaral, Amanda S. (2018). Terapia Ocupacional em Contexto – um olhar a partir de práticas profissionais de terapeutas ocupacionais. Dissertação apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, para obtenção do grau de Mestre em Ciências da Educação, Porto. p. 23. https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/117081/2/300291.pdf

[13] Idem, ibidem.

[14] Puchalski et al., 2009, p. 887, citado em American Occupational Therapy Association (2014). Estrutura da prática da Terapia Ocupacional: domínio & processo, p. 7.

[15] Gary Kielhofner foi em 1974 Graduado em Psicologia pela Universidade de St. Louis e Mestre em Terapia Ocupacional pela Universidade Southern California. Doutorou-se em Saúde Pública pela Universidade da Califórnia, Los Angeles, no ano de 1980, in Cruz, D. M. C. (2018). «Os modelos de Terapia Ocupacional e as possibilidades para a prática e pesquisa no Brasil». Revista Interinstitucional Brasileira de Terapia Ocupacional, Rio de Janeiro. 2018. v.2(3): 504-517.

Olá, sou Raul Jorge Marques

Formação Avançada pós-Universitária em Gerontologia Aplicada – Vertente Social e Clínica. Mestre em Geografia Humana – Desenvolvimento Regional. Licenciado em Geografia e em Geografia-Ramo de Formação Educacional. Consultor independente em desenvolvimento territorial e gerontologia aplicada. Coordenador Científico na ANIMAR, do Grupo de Trabalho Envelhecimento e Desenvolvimento Local, promovendo envelhecimento ativo e territórios inclusivos.

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